15 de março de 2012

TERMINOLOGIA

Algumas operações cirúrgicas são nomeadas por um ou por combinação dos seguintes métodos:

1 - nome de uma pessoa credenciada após ter desenvolvido ou modificado um procedimento. Como exemplo temos a operação de Zeep, ou a modificação de Zeep para a cirurgia de Lacroix, ambos procedimentos para a ressecção lateral do conduto auditivo externo do cão.

2 - nomes descritivos, formados por uma combinação de sufixos gregos ou latinos com termos anatômicos. O radical ou prefixo indica o órgão em referência e o sufixo indica o procedimento cirúrgico.

Segundo a etimologia, os seguintes prefixos e sufixos são mais usados:


PREFIXOS

ÓRGÃO

SUFIXOS

(indica o tipo)

ADENO

- glândula

TOMIA

- secção, abertura

CISTO

- bexiga

ECTOMIA

- retirada, remoção

COLE

- vesícula

OSTOMIA

- ligação, abertura de boca, comunicação

COLO

- cólon

RAFIA

- sutura

COLPO

- vagina

PEXIA

- fixação

ENTERO

- intestino

PLASTIA

- plástica, dar nova forma

ESPLENO

- baço

PUNCTURA

- perfuração

GASTRO

- estômago

CENTESE

- punção

HISTERO

- útero

CELE

- hérnia

MIO

- músculo



NEFRO

- rim



NEURO

- nervo



OFTALMO

- olho



OVÁRIO

- ovário



ORQUI

- testículo



OSTEO

- osso



OTO

- ouvido



PNEUMO

- pulmão



PROCTO

- reto



RINO

- nariz



SALPINGO

-trompa



TENO

- tendão



TRAQUEO

- traquéia



VENO

- veia




Da junção dos prefixos com os sufixos é que resultam as várias palavras em cirurgias, com diferentes significados, como:

TORACOTOMIA

incisão do tórax

GASTROTOMIA

incisão do estômago

ESPLENECTOMIA

remoção parcial ou total do baço

COLOSTOMIA

criação de uma nova abertura para o cólon

GASTRODUODENOSTOMIA

anastomose entre o estômago e o duodeno

EPISIOPLASTIA

cirurgia plástica da vulva

VENOPUNCTURA (flebocentese)

perfuração de uma veia

PARACENTESE

abertura de uma cavidade corporal para aspiração

TORACOCENTESE

perfuração do tórax

GASTROPEXIA

fixação cirúrgica do estômago

ENTERORRAFIA

sutura do intestino


Normas e rotinas para cirurgias - Parte 11 - O ambiente cirúrgico.

- Instrumentais:
• Os artigos médico-cirúrgicos utilizados devem ser encaminhados à sala de utilidades com proteção de campo.
• Na sala de utilidades os artigos devem ser imersos em solução desencrostante, durante 02 (dois ) minutos, enxaguados com água corrente e secos, antes de encaminhá-los a central de esterilização.
• Encaminhar os instrumentos médico-cirúrgicos, após limpeza, à central de esterilização.
• Reforçar atenção durante a manipulação do material pérfuro cortante.
• Desprezar as agulhas, lâminas de bisturi e qualquer material perfurante e ou cortante em locais apropriados ( recipientes rígidos com tampa).
• Não utilizar desinfetantes em artigos que serão esterilizados.
• Recipientes com material orgânico (vidro de aspiração, bacias, etc.) devem ter seu conteúdo desprezado no expurgo da sala de utilidades. Em seguida, fazer a limpeza do recipiente com solução desencrostante, enxaguar e secar. Após este procedimento, encaminhar o material para a central de material e esterilização para sofrer a desinfecção ou a esterilização.
4.2- Limpeza:
a) Limpar a unidade do centro cirúrgico com água e sabão 01 (uma) vez ao dia.
b) Limpar o piso da S.O. com água e sabão a cada cirurgia.
c) Limpar mesa cirúrgica mesas auxiliares e bancadas, com água e sabão, em seguida fazer a desinfecção com álcool etílico a 70%. Este procedimento deverá ser feito após cada cirurgia.
d) Em caso de contaminação com material orgânico, as superfícies contaminadas deverão ser desinfetadas e limpas da seguinte maneira:
• Retirar o material orgânico com pano de chão(trapo) ou papel toalha aplicando o hipoclorito de sódio 1% por 10 (dez minutos) na área contaminada.
• Limpar em seguida toda a superfície com água e sabão.
• Não utilizar glutaradeíldo ou fenol sintético na limpeza do ambiente.
• Em superfície metálica, utilizar o álcool etílico a 70%.
Obs.: Todo processo de limpeza e desinfecção deve ser executado pelo profissional usando E.P.I. (Equipamento de Proteção Individual).

5. Recomendações finais.
• Manter toda a unidade do centro cirúrgico sob refrigeração, com portas e janelas fechadas.
• Toda alimentação utilizada pelos profissionais no centro cirúrgico deve ser preparada fora da unidade. São permitidos em área afim: café, chá, leite, refresco, refrigerantes, biscoitos e sanduíches frios. Para alimentos não especificados acima (marmita, pratos e sanduíches quentes), o funcionário deverá utilizar sala na área externa do Centro-Cirúrgico, realizando a troca de roupa. Proibido qualquer tipo de alimento SO.
• Desprezar o lixo em sacos plásticos resistentes, encaminhá-los fechados para área de recolhimento para ser encaminhado à área de incineração.
• Manter os recipiente de lixo tampados.
• Desprezar toda roupa suja do centro cirúrgico em sacos plásticos resistentes, encaminhá-los fechados para a área de recolhimento, para ser encaminhado à lavanderia.
• O sistema de ventilação e refrigeração no centro cirúrgico deve garantir o funcionamento da sala com uma temperatura média de 21º C, troca de ar na S.O. de no mínimo 15 vezes por hora de pressão positiva no seu interior.
• As soluções utilizadas no centro cirúrgico deverão conter em seu rótulo a data de abertura. Manter as soluções utilizadas em quantidade suficiente para o uso de sete dias.

Fontes:
ZANON, V. E NEVES, JAYME, Infecções Hospitalares - Prevenção Diagnósticos e Tratamentos - 1987
SCHECHTER , M.; MARANGONI, D. V.; Doenças Infecciosas: Conduta Diagnóstica e Terapêutica - 1998
RODRIGUES, E.A.C.; Infecções Hospitalares: Prevenção e Controle -1997


Normas e rotinas para cirurgias - Parte 10 - Movimentação dentro da sala de cirurgia

    Para pessoas com avental e luvas esterilizadas

  • nunca ficar de costas para a mesa cirúrgica;
  • sempre virar de frente quando passar por outra pessoa na sala;
  • reconhecer e dizer se você ou outra pessoa quebrar a técnica asséptica (tocar com a luva e objeto não esterilizado, etc...);
  • falar somente o necessário.

    Para pessoas com pijama, gorro e máscara

  • não tocar superfícies contendo material esterilizado;
  • não se debruçar sôbre o campo cirúrgico, a não ser se permitido;
  • não encostar no campo esterilizado;
  • caminhar o mínimo possível ao redor.

Normas e rotinas para cirurgias - Parte 09 - Colocação de campos operatórios

Os panos de campo podem ser de algodão ou de material descartável. Nunca colocar campos esterilizados em uma superfície molhada. Se o anti-séptico não secou, use esponja de gaze esterilizada e uma pinça para secar a pele; Uma vez colocados os panos de campos não devem ser movidos. A única exceção é nas bordas da fenestra que podem ser afastadas do local de incisão; Com o uso de campos cirúrgicos grandes, deve ser colocado dobrado sobre o paciente, com a fenestra sobre o local da incisão e a partir daí o campo é desdobrado, de maneira a cobrir o paciente e a mesa cirúrgica.
As pinças de campo (BACKHAUS) uma vez aplicadas, não podem ser removidas.

  • emovidas.


a

) colocação dos campos esterilizados no campo operatório






b
) colocação dos campos cirúrgicos esterilizados nas bordas das feridas






Normas e rotinas para cirurgias - Parte 08 - Equipe cirúrgica

irúrgica

Detalhe de uma equipe cirúrgica em trabalho. Equipe em trabalho.

    7.1 - Cirurgião

É responsável pela vida do paciente e tem sob sua responsabilidade o ato cirúrgico e toda a equipe cirúrgica;

    7.2 - Assistente

É responsável pela ajuda ao cirurgião e deve ter um grande conhecimento da cirurgia a ser executada. Ele deve ser capaz de antecipar os tempos cirúrgicos e de substituir o cirurgião em seus impedimento. O assistente tem certas obrigações, como o controle da hemorragia, ajudar na exposição, e fazer as ligaduras, sem a solicitação do cirurgião;

    7.3 - Instrumentador

Manter o instrumental limpo de sangue, ordenar o instrumental na mesa cirúrgica, antecipar os movimentos do cirurgião e assistente, alcançando o material sem solicitação, separar o material contaminado, preparar as suturas e fazer a limpeza após a cirurgia.

    7.4 - Anestesista

É de sua responsabilidade promover a analgesia e manter os parâmetros fisiológicos do paciente (função cardíaca e respiratória, drogas e administração de fluidos intravenosos).

    7.5 - Volante

Presta serviços de enfermagem. Faz a preparação do local e do material que vai ser usado (calhas, cordas, etc ... ). Durante a cirurgia deve antecipar os acontecimentos e ter o material e instrumental pronto para uso (desfibrilador, etc...). Durante a cirurgia não pode se afastar do local. Após a cirurgia terminar, deve ajudar na remoção do paciente e na limpeza da mesa e sala de cirurgia.

Normas e rotinas para cirurgias - Parte 07 - Comportamento durante o ato cirúrgico.

Supervisão da técnica cirúrgica pelo cirurgião-staff.
• Manter o uso correto da touca e da máscara pela equipe multiprofissional necessária na S.O.
• Evitar movimentos que provoquem turbilhonamento do ar, tanto de pessoal quanto de material.
• Manter a porta da S.O. fechada.
• Evitar conversas desnecessárias.

Procedimentos dentro da sala cirúrgica

    Regras gerais

Todos os utensílios devem ser considerados esterilizados ou não. Em caso de dúvida, considere não esterilizado.
  • Somente a parte de fora dos materiais enrolados devem ser tocados por mãos sem luvas, e estes pacotes devem ser abertos longe do corpo, sem contaminá-los;
  • Materiais esterilizados são manuseados somente com luvas esterilizadas ou com instrumentos esterilizados;
  • Uma vez que algum material é removido de um pacote, não deve ser retornado;
  • Toda vez que um pacote com material esterilizado for molhado, deve ser considerado não esterilizado.
  • Nenhum objeto não esterelizado deve pairar ou deslocar-se sobre superfície esterelizada.

Normas e rotinas para cirurgias - Parte 06 - Preparo do campo operatório

• Fazer a degermação do campo operatório com PVP-I 1% detergente, retirá-lo em seguida com compressas úmidas de soro fisiológico 0,9% (ou água esterilizada). A seguir fazer a antissepsia do campo operatório com PVP-I 1% alcoólico para pele íntegra. Para mucosas e pele não íntegra utilizar PVP-I 1% aquoso. Em caso de alergia ao iodo, fazer degermação com clorehexidina 4% detergente e a antissepsia com clorehexidina 0,5% alcoólica.

Normas e rotinas para cirurgias - Parte 05 - Calçar as luvas estéreis.

Existem dois métodos para calçar as luvas cirúrgicas:
    Método Aberto
    1. Colocar talco nas mãos, e com a mão esquerda segurar a luva direita pela parte dobrada do punho, removendo do pacote ou envelope sem tocar na parte de fora da luva.
    2.Escorregar a mão direita para dentro da luva e deixar o punho dobrado para baixo.
    3. Pegar a luva esquerda com os dedos enluvados da mão direita, por baixo do punho dobrado e escorregar a mão esquerda para dentro da luva, puxando o punho da mesma sobre o punho do avental.
    4. Com a mão esquerda, finalizar de arrumar o punho da luva direita, colocando os dedos enluvados da mão esquerda debaixo da parte dobrada do punho da mão direita e desvirar o punho sobre o punho do avental.
    5. Ajustar as luvas de maneira que elas calcem apropriadamente os dedos e a mão, limpando após o excesso de talco da parte externa da luva.
    6. Este método tem como desvantagem a facilidade para a contaminação das luvas das luvas ao desdobrar o punho.
    Colocação de luvas passo a passo.
Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto.Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto.Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto.Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto.
    Método Fechado
    1. As mãos são introduzidas na manga do avental até os punhos, porém não através deles.
    2. Nenhuma parte da mão deve ser exposta.
    3. Segurar a luva através do tecido da manga do avental e o punho da luva entre o polegar e o indicador, enquanto a enfermeira circulante amarra o avental.
    4. Com as mãos ainda dentro do avental, segurar a luva esquerda com a mão esquerda.
    5. Deixar a luva com a palma para baixo, sobre a manga esquerda do avental, com os dedos apontando em direção ao cotovelo e as bordas do punho da luva no punho do avental.
    6. O dedo polegar da luva deve estar sobre e em direção oposta ao dedo polegar da mão. Usando a mão direita, ainda dentro da manga do avental, introduzir o punho da luva sobre o punho do avental.
    7. Pegar ambos, a luva e o punho (através da manga) com a mão direita e puxar a luva da mão esquerda. Repetir o procedimento da luva na mão direita. A ordem com que as luvas são colocadas não é importante.
    8. Geralmente é mais fácil colocar uma segunda luva porque se trabalha com a mão já enluvada ao invés de ser através da manga.
    Colocação de luvas passo a passo.
Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto.Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto.Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto.Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto. Colocação de luvas. Método aberto.

    Método Alternativo - colocação de luvas com o auxílio de assistente
Após um membro da equipe cirúrgica estar com avental e luvas, é geralmente mais rápido ajudar os outros membros a calçarem as luvas.
  • O assistente pega a luva direita e insere 4 dedos de ambas as mãos debaixo do punho.
  • Uma mão deve estar com o polegar de um lado e o dedo mínimo do outro, com a palma da mão virada em direção a pessoa que está calçando a luva.
  • O assistente segura os punhos abertos, a uma altura média.
  • O cirurgião insere suas mãos na luva, tendo o cuidado de não tocar nas mãos do assistente a segurar a luva aberta.