10 de janeiro de 2014

Meningite

 


As meninges: dura-máter, pia-máter e aracnoide
As meninges: dura-máter, pia-máter e aracnoide

A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Ela pode ser causada, principalmente, por vírus ou bactérias. O quadro das meningites virais é mais leve e seus sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados. Entretanto, a bacteriana – causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos – é altamente contagiosa e geralmente grave, sendo a doença meningocócica a mais séria. Ela, causada pela Neisseria meningitidis, pode causar inflamação nas meninges e, também, infecção generalizada (meningococcemia). O ser humano é o único hospedeiro natural desta bactéria cujas sequelas podem ser variadas: desde dificuldades no aprendizado até paralisia cerebral, passando por problemas como surdez.
A transmissão se dá pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente com os órgãos respiratórios de um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio. Como crianças de até 6 anos de idade ainda não têm seus sistemas imunológicos completamente consolidados, são elas as mais vulneráveis. Idosos e imunodeprimidos também fazem parte do grupo de maior suscetibilidade.

A doença chega a matar em cerca de 10% dos casos e atinge 50% quando a infecção alcança a corrente sanguínea e é este um dos motivos da importância do tratamento médico. Febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele (que são inicialmente semelhantes a picadas de mosquitos, mas rapidamente aumentam de número e de tamanho, sendo indício de que há uma grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue) são alguns dos seus sintomas.
A doença meningocócica tem início repentino e evolução rápida, pode levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas. Para a confirmação diagnóstica das meningites, retira-se um líquido da espinha, denominado líquido cefalorraquidiano, para identificar se há ou não algum patógeno e, se sim, identificá-lo. Em caso de meningite viral, o tratamento é o mesmo feito para as viroses em geral; caso seja meningite bacteriana, o uso de antibióticos específicos para a espécie, administrados via endovenosa, será imprescindível.

Geralmente a incidência da doença é maior em países em desenvolvimento, especialmente em áreas com grandes aglomerados populacionais. Tal constatação pode ser justificada pela precariedade dos serviços de saúde e condições de higiene e pela facilidade maior de propagação em locais fechados ou aglomerados. Por este último motivo é que, geralmente, a doença é mais manifestada no inverno – quando tendemos a buscar refúgios em locais mais fechados para fugirmos do frio.

Para a meningite, as vacinas mais utilizadas são a bivalente, a tetravalente e a monovalente, em menores de 2 anos. Entretanto, não existe ainda vacina para alguns sorotipos da doença.

Evitar o uso de talheres e copos utilizados por outras pessoas ou mal lavados e ambientes abafados são formas de se diminuir as chances de adquirir a doença. Manter o sistema imunológico fortalecido e seguir corretamente as orientações médicas, caso tenha tido contato com alguém acometido pela doença são, também, medidas importantes.
E lembre-se: nunca use remédios sem prescrição médica.
 
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Fonte: http://www.brasilescola.com/doencas/meningite.htm



Teste do Olhinho!




9 de janeiro de 2014

13 de junho de 2013

Pressão Venosa Central - PVC

Pressão venosa central (PVC) é a medida da pressão existente nas grandes veias de retorno ao átrio direito do coração (veia cava superior)e representa a medida de capacidade relativa que o coração tem em bombear o sangue venoso.1
A PVC fornece informações referentes ao volume sangüíneo que chega ao coração, ao tônus vascular e as condições do coração (capacidade de bombear o sangue).
A PVC mede-se através da introdução de um cateter no sistema venoso central: Veia cava superior, flebotomia, punção de jugular interna ou externa, subclávia, basílica, braquial, cefálica (dissecação).
Seus valores de referência são de 6 a 12 cm de água.

             Procedimento: Material:

 1-Regua simples.

1-Regua de nivel.

1-Equipo de PVC.

1-Fita adesiva.

1-Soro glicosado 5%-500ml.

                   tecnica para montagem de pvc:

1-Colocar a regua niveladora no esterno do paciente.

2-Colocar a regua simples no sentido antero-posterior altura do segundo espaco intercostal (ângulo de Louis) e fazer a medida da largura do tórax;

3-Marcar exatamente o meio da medida do tórax (linha axilar media);

4-Marcar do meio do tórax ate o suporte de soro com a regua niveladora;

5-Colar a fita com o zero na marca da linha medida do suporte;

5-Fixar as duas extremidades do equipo de pvc com a fita adesiva;

6-Adaptar o equipo no intracath do paciente com tree way (torneira de tres vias);

7-Abrir o soro para encher o equipo de PVC;


Tecnica para verificacao da pvc


1-Manter a cama na horizontal, sem travesseiro (pode ser montado com o paciente a 30 graus)

2-Verificar se o equipo de PVC esta com as duas colunas de soro preenchidas;

3- Abrir as linhas de medicacao;

4-Abrir o soro da PVC

5-Verificar a descida da coluna de soro (ate o vazamento do soro pelo equipo da coluna);

6- Fechar o soro da PVC;

7-Caso o paciente esteja conectado ao respirador, nao desconecta-lo e ao final anotar o valor do PEEP;

8-Observar o menisco de soro descendo na coluna graduada;

9-Anotar o valor da PVC assim que o menisco oscilar (oscila entre 15 e 16) anotar 15 cmH2O;

10-Fechar o sistema de PVC;

11- Abrir os demais soros;

12- Reposicionar o paciente e deixa-lo confortavel;

13- Anotar o valor mensurado;

14- Valores normais de 7 a 12 cm H2O
 
 

 
 

11 de junho de 2013

Balanço Hídrico

Finalidades:

- Controlar rigorosamente a entrada e saída de líquidos do organismo.


Material Necessário:

- 01 Cálice graduado, 01 comadre, 01 par de luvas de procedimentos e impresso próprio.

Pré - Execução:

- Observar prescrição médica e/ou de enfermagem;

- Preparar o material;

- Lavar as mãos.


Execução:

- Identificar-se;

- Checar o leito e o nome do cliente;

- Orientar o cliente e acompanhante quanto a necessidade de mensurar todo líquido que for ingerido e eliminado;

- Orientar o cliente e familiares quanto a necessidade de não desprezar a urina;

- Calçar as luvas;

- Transferir o débito urinário para o cálice graduado;

- Elevar o cálice até a altura dos olhos e verificar a quantidade em ml de urina;

- Desprezar a urina no vaso sanitário e dar a descarga;

- Lavar, com chuveirinho, os utensílios utilizados e guardá-los;

- Deixar o ambiente em ordem.


Pós - Execução:

- Lavar as mãos;

- Realizar as anotações necessárias;

- Ao término de cada plantão, somar o líquido que foi infundido e ingerido e subtrair do volume total de diurese e de outras perdas (balanço parcial);

- Anotar o volume de episódios de vômitos, diarréia e etc...;

- Ao final do plantão noturno, deverá ser feito o balanço total de 24 horas.


Avaliação:

- Fidedignidade das informações;

- Utilização correta do impresso.


Riscos / Tomada de Decisão:

- Cálculo incorreto: reorientar equipe quanto a utilização do impresso.
 
 
 




10 de junho de 2013

Anotação de Enfermagem!

O que deve conter na anotação:


1.Sinais subjetivos(e o que o paciente relata,o que ele fala para o profissional)

-2.Sinais objetivos(e o que você vê. Ex,edema,feridas,etc...)

-3.O que foi feito (os cuidados prestados por você)

-4.Dieta,alimentação(que tipo de dieta o paciente esta fazendo)

-5.Eliminação(anote o volume urinário,aspecto das fezes)

-6.Sinais vitais(PA,TAX,FC,FR)



Dentro dessa sequencia deve haver.

Deve abranger:
- Nível de consciência; coma,sonolento, orientado ou desorientado.
- Locomoção; acamado, deambulando.
- Mantendo jejum; sim ou não qual o motivo
- Dreno, cateter,caso houver
- Abdômen; globoso,distendido
- Sondas; fechada ou aberta
- Venóclise e dispositivo de infusão; local, tipo, periférica.
- Eliminações urinárias e fecais; ausente, presente, quantos dias
- Queixas; náuseas, dor, etc.


Exemplo de anotação de admissão.
Paciente João,deu entrada neste hospital se queixando de fortes dores abominais. Apresenta-se acordado,lúcido,corado,hidratado,ictérico,acianótico.PA 120x70 TAX38.5 FR 20 FC 90.Aceitou bem a dieta,foi realizado banho no leito.Respiração espontânea,em uso de sonda vesical fluindo bem,acesso periférico em MSE ,abdome globoso,funções vesico intestinais presentes,MMII sem anormalidades.OBS paciente apresentou episódios eméticos as 10hs.----------------fecha com assinatura


Exemplo de anotação de paciente internado.


07:00hs- Paciente lúcido,desorientado, em seu 4° dia de internação por ITU(infecção do trato urinário), cooperativo,deambulando sob auxilio da enfermagem,hidratado,febril(37.8°C),normocardico,eupneico,normotenso,com acesso periférico em MSD em região de face dorsal da mão,sem sinais flogísticos.Sonda vesical fluindo bem. Encaminhado ao banho de aspersão, realizada a troca de roupa de cama. Aceitou bem a dieta oferecida. Eliminações vesico intestinais presente ..........Assinatura.

Fonte: http://www.odiariodeumenfermeiro.com.br/2009/02/aprenda-como-fazer-uma-evolucao.html


09 DE JUNHO DIA MUNDIAL DA IMUNIZAÇÃO

 

 
 

 

8 de junho de 2013

Calculo de gotejamento de Soro

O calculo de velocidade de gotejamento em eguipo macrogotas exige dois passos, mas é muito simples e de fácil memorização.

MACROGOTAS
Nº. GTS = VOLUME ML
TEMPO X 3







MICROGOTAS
Nº. GTS = VOLUME ML
TEMPO









Fonte:http://enfeparte1.webnode.pt/calculo%20de%20medica%C3%A7%C3%A3o/calculo-de-gotejamento-de-soro/







TRICOTOMIA

 Tricotomia é a raspagem dos pêlos que deve ser feita antes de uma cirurgia. Ela diminui o risco de infecção pós operatória e deixa a área mais "limpa" para o médico trabalhar.
Esta depilação pode ser feita no dia anterior ou momentos antes da cirurgia pela própria pessoa ou por um enfermeiro, já no hospital.
Preferencialmente deve-se utilizar um barbeador elétrico para diminuir o risco, pois o uso de lâminas de barbear pode causar pequenas feridas que podem infeccionar e portanto, não é recomendado.
A tricotomia só é necessária na região onde será feito o corte, não é necessária a retirada de todos os pêlos mais distantes. Por exemplo, no parto normal não é preciso retirar todos os pêlos pubianos, somente as laterais e na região próxima de onde será feita a episiotomia.
No caso de uma cesária, a tricotomia só deve ser feita na região próxima de onde será feito o corte.

Fonte: http://www.tuasaude.com/tricotomia/

Como Fazer:

normas

 01 - A tricotomia deve ser realizada no maximo duas horas antes da cirurgia;

02 - Ao realizar a tricotomia deve-se iniciar em direcao ao crescimento dos pelos;

03 - So se realiza tricotomia quando esta estiver prescrita pelo medico responsavel pelo paciente;

04 - Apos a tricotomia encaminhar o paciente para o banho de aspersao com P.V.P.I. degermante ou

clorohexidina, se indicada;

 Material

 Gazes limpas,

Cuba-rim ou redonda,

Sabonete ou sabao liquido,

Aparelho para tricotomia tipo descartavel,

Luvas de procedimento,

Saco plastico (sanito).

Tecnica

 01 - Lavar as maos;

02 - Explicar o procedimento ao paciente;

03 - Isolar o paciente com biombos;

04 - Expor o local onde sera feita a tricotomia;

05 - Cobrir o paciente deixando exposto apenas o local a ser tricotomizado;

06 - Calcar luvas;

07 - Molhar a gaze no sabao;

08 - Ensaboar a regiao por onde se inicia a tricotomia;

09 - Caso haja pelos grandes, corta-los primeiramente com a tesoura;

10 - Tracionar a pele da regiao a ser tricotomizada com auxilio da gaze;

11 - Iniciar a tricotomia em direcao ao crescimento do pelo;

12 - Evitar ranhaduras e solucao de continuidade na pele;

13 - Retirar os pelos do aparelho com gaze;

14 - Jogar a gaze no lixo proprio;

15 - Ensaboar outra area e repetir a tecnica;

16 - Verificar ao termino, se toda a regiao foi tricotomizada;

17 - Encaminhar o paciente para o banho;

18 - Colocar a unidade em ordem;

19 - Lavar as maos;

20 - Anotar no prontuario.
 

COMO RETIRAR OS PONTOS.

Material:

- 1 pinça Kocker, 1 pinça Kelly, 1 pinça dente de rato e 1 anatômica;
- gazes esterilizados;
- soro fisiológico;
- tesoura de iris ou lâmina de bisturi ou gilete esterilizada;
- fita adesiva;
- saco plástico.

Procedimento:
- faz-se a limpeza da incisão cirúrgica, obedecendo a técnica do curativo;
- umideça os pontos com soro fisiológico, secar;
- com a pinça anatômica, segura-se a extremidade do fio e com a tesoura corta-se a parte inferior do nó;
- coloca-se uma gaze próxima à incisão, para depoisitar os pontos retirados;
- após o procedimento, fazer a limpeza local com técnica asséptica.

Fonte: http://portaldeenfermagem.blogspot.com.br/2008/07/retirada-de-pontos.html